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Marcos importantes
A freguesia da Trafaria foi criada pelo decreto n.º 12 432
de 7 de Outubro de 1926; no entanto, a sua existência remonta
há, pelo menos, cinco séculos, pela vontade de um
pequeno aglomerado de pescadores.
O acontecimento mais marcante na sua história valeu a Marquês
de Pombal o título “Nero da Trafaria”, dado por Camilo Castelo Branco em “Perfil do
Marquês de Pombal”: a 24 de Janeiro de 1777, vivia na
região cerca de cinco mil pessoas, Marquês de Pombal
ordenou a Pina Manique que levasse 300 soldados em faluas do Tejo
e incendiasse a Trafaria, por esta albergar centenas de rapazes
que fugiam da vida militar. Os que não morreram no incêndio
foram obrigados a ingressar nas fileiras militares.
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A povoação de Trafaria foi, entretanto, reconstruída:
em 1873, estabeleceu-se na região a fábrica de dinamite
do engenheiro francês Combemale; em 1901, a rainha D. Amélia
inaugurou na região a primeira colónia balnear de
Portugal. Na década de 1950, registaram-se recuos da linha
de costa entre a Cova do Vapor e a Costa da Caparica, que levaram
à extinção de centenas de hectares de praia
e floresta de pinheiros.
Em 1985, a Trafaria foi elevada a vila pela lei 79/85 de 26 de
Setembro.
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Origem do nome
Não há certezas quanto à etimologia da palavra
“Trafaria”, existindo, por isso, várias hipóteses
lançadas por investigadores e historiadores. Por exemplo,
Frei João de Sousa afirma, em “Vestígios da
Língua Arábica em Portugal”, que a palavra provém
do vocábulo árabe “Tarifa”, que significa
“cousa extrema, final ou última”. Já A.
Baldaque da Silva defende que o nome tem origem num dizer dos pescadores
de Setúbal que costumavam ir pescar com tarrafa para a região
e que acentuavam o “r”: “Vamos à Trarrafa
à ria”. Por outro lado, David M. Lopes alega que o
termo deriva da junção do elemento árabe “Traf”
(“ponto ou cabo”) com o vocábulo latino “Arena”
(“areia”). A transformação fonética,
com o passar dos tempos, substituiu Trafarena por Trafaria.
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